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Muitos usam da frase:
"Não tenho tempo" para se esconder de conviver. Muito mais fácil
quando você quer se livrar de alguém é dizer o simples: "estou sem
tempo", ou a versão "estou trabalhando muito", ou mesmo "queria
estar mais presente, mas não estou consciliando". Não estou
criticando a ninguém, até porque todos nós sofremos desse mal, mas o
mundo se tornou tão insuportavelmente global que nos engoliu com
essa coisa toda de termos que correr todos os dias atrás do nosso
próprio rabo e termos que dar nosso tudo pela sobrevivência e mesmo
assim a vida está e continua estando sobre-humana.
Tanto se corre e nunca se chega Tanto se trabalha e nada se
tem Tanto se ama e nunca se é amado Tanto se dá e nunca se tem
em troca de volta Tanto se anda e nunca se alcança à
chegada. É tanto tanto que não dá tempo de sentir o que é mais
importante: calor humano. É tanta ambição que não se chega nem
no pedaço de pão e no prato de feijão com arroz de cada dia. É
tanto egoísmo que só se olha pro próprio umbigo, e quando se
enxerga, que são tantos egos e orgulhos cheios que talvez até o
umbigo esteja difícil de enxergar. O que mais me dói é quando
menos esperamos nossos melhores amigos vêm com aquele toque maneiro,
num momento que você está aproveitando sua vida numa boa e ele te
diz: "olha se manca"... Mas quem não se manca são as pessoas...
Não poder ter direitos que eu deveria ter, ter que me sacrificar
com silêncio pra me moldar pra me adeqüar dói muito, e até
muito mais do que as pessoas pensam. Ter que ver amigos que se
dizem quase irmãos fingirem que não falam muito com você e te
evitando, ou mesmo as pessoas que um dia contaram com a tua mão
extendida fingindo que não te ouvem ou vêem, só porque não querem te
dar bom dia, boa tarde ou boa noite? Não querem dividir algo,
uma palavra ou mesmo um pedido pequeno amigo, ou não querem sair dos
seus mundinhos e preferem se esconder em frases feitas tais como:
"não sei...", "ah, eu só tenho isso...", "olha, eu até faço, mas só
posso até determinado ponto..." e o que mais dói é que ainda tenho
que agradecer ou pedir desculpas. Não quero que ninguém
pense que é com alguém diretamente, até porque é com o mundo com o
qual estou me deparando, sabe? Volto atrás e vejo como é duro ser
ingênua e boba, e ser solidária. Tanta inconveniência e tanto
interesse, quando se diz que alguém é maneiro só porque abriu a
guarda pra avaliar e liberar as pessoas na boa. Aliás, ser maneiro,
hoje eu percebi que é dar mole pra neguinho se dar bem nas costas da
gente. Fico abismada como as pessoas gostam de se dar bem às
custas dos outros. É impressionante e me senti uma perfeita ET,
diferente do todo, que fiz tudo certinho, direitinho e o todo se
aproveitou e fez tudo da forma mais fácil, mais conveniente.
Doeu e me senti envergonhada de ter pago o mico de ter me
esforçado pra uma coisa que geral fez nada e se deu bem
igualzinho. Por que será que eu me questiono tanto e questiono o
mundo? Por que será que quero sempre defender causas
humanitárias, do ambiente, de voluntariado, ou mesmo de fundos
filosóficos, culturais e me aprofundar no que geralmente ninguém se
importa? O que importa pra esse mundo novo, essa gente que aí
está perambulando por aí, é ser esperto, a qualquer preço, a todo
custo, mas eu não consigo ser assim e nem conviver com isso. Dói
mesmo estar me embolando nas minhas palavras e pensamentos pra
definir o que sei que não mudará. Mas pelo menos transbordo, pra
meia dúzia que ainda se importam com o mesmo que eu também penso que
seja importante. Espero de coração que o mundo caminhe pra ser
melhor, mesmo que seja utopia, sonho, mas espero, pois não é só o
meu umbigo que importa, é o meu semelhante, as minhas gerações
próximas e toda humanidade, por menos e menor que eu seja e que
possa fazer sozinha. Comigo não rola aquela de que uma andorinha
só não faz verão, pra mim se cada um fizer um pouco, o todo vai ser
perfeito. Aliás isso é uma outra discussão que irei escrever
sobre: todo mundo parece perfeito de longe, mas chega perto, todo
mundo apresenta suas imperfeições... Quem quer ser perfeito? Eu,
não... Muita responsabilidade nas minhas costas, não acham? Mas
isso é papo longo...Muitos usam da frase: "Não tenho tempo" para se
esconder de conviver. Muito mais fácil quando você quer se
livrar de alguém é dizer o simples: "estou sem tempo", ou a versão
"estou trabalhando muito", ou mesmo "queria estar mais presente, mas
não estou consciliando". Não estou criticando a ninguém, até
porque todos nós sofremos desse mal, mas o mundo se tornou tão
insuportavelmente global que nos engoliu com essa coisa toda de
termos que correr todos os dias atrás do nosso próprio rabo e termos
que dar nosso tudo pela sobrevivência e mesmo assim a vida está e
continua estando sobre-humana. Tanto se corre e nunca se
chega Tanto se trabalha e nada se tem Tanto se ama e nunca se
é amado Tanto se dá e nunca se tem em troca de volta Tanto se
anda e nunca se alcança à chegada. É tanto tanto que não dá tempo
de sentir o que é mais importante: calor humano. É tanta ambição
que não se chega nem no pedaço de pão e no prato de feijão com arroz
de cada dia. É tanto egoísmo que só se olha pro próprio umbigo, e
quando se enxerga, que são tantos egos e orgulhos cheios que talvez
até o umbigo esteja difícil de enxergar. O que mais me dói é
quando menos esperamos nossos melhores amigos vêm com aquele toque
maneiro, num momento que você está aproveitando sua vida numa boa e
ele te diz: "olha se manca"... Mas quem não se manca são as
pessoas... Não poder ter direitos que eu deveria ter, ter que me
sacrificar com silêncio pra me moldar pra me adeqüar dói muito, e
até muito mais do que as pessoas pensam. Ter que ver amigos que
se dizem quase irmãos fingirem que não falam muito com você e te
evitando, ou mesmo as pessoas que um dia contaram com a tua mão
extendida fingindo que não te ouvem ou vêem, só porque não querem te
dar bom dia, boa tarde ou boa noite? Não querem dividir algo,
uma palavra ou mesmo um pedido pequeno amigo, ou não querem sair dos
seus mundinhos e preferem se esconder em frases feitas tais como:
"não sei...", "ah, eu só tenho isso...", "olha, eu até faço, mas só
posso até determinado ponto..." e o que mais dói é que ainda tenho
que agradecer ou pedir desculpas. Não quero que ninguém pense que é
com alguém diretamente, até porque é com o mundo com o qual estou me
deparando, sabe? Volto atrás e vejo como é duro ser ingênua e
boba, e ser solidária. Tanta inconveniência e tanto interesse,
quando se diz que alguém é maneiro só porque abriu a guarda pra
avaliar e liberar as pessoas na boa. Aliás, ser maneiro, hoje eu
percebi que é dar mole pra neguinho se dar bem nas costas da gente.
Fico abismada como as pessoas gostam de se dar bem às custas dos
outros. É impressionante e me senti uma perfeita ET, diferente do
todo, que fiz tudo certinho, direitinho e o todo se aproveitou e fez
tudo da forma mais fácil, mais conveniente. Doeu e me senti
envergonhada de ter pago o mico de ter me esforçado pra uma coisa
que geral fez nada e se deu bem igualzinho. Por que será que eu
me questiono tanto e questiono o mundo? Por que será que quero
sempre defender causas humanitárias, do ambiente, de voluntariado,
ou mesmo de fundos filosóficos, culturais e me aprofundar no que
geralmente ninguém se importa? O que importa pra esse mundo
novo, essa gente que aí está perambulando por aí, é ser esperto, a
qualquer preço, a todo custo, mas eu não consigo ser assim e nem
conviver com isso. Dói mesmo estar me embolando nas minhas
palavras e pensamentos pra definir o que sei que não mudará. Mas
pelo menos transbordo, pra meia dúzia que ainda se importam com o
mesmo que eu também penso que seja importante. Espero de coração
que o mundo caminhe pra ser melhor, mesmo que seja utopia, sonho,
mas espero, pois não é só o meu umbigo que importa, é o meu
semelhante, as minhas gerações próximas e toda humanidade, por menos
e menor que eu seja e que possa fazer sozinha. Comigo não rola
aquela de que uma andorinha só não faz verão, pra mim se cada um
fizer um pouco, o todo vai ser perfeito. Aliás isso é uma outra
discussão que irei escrever sobre: todo mundo parece perfeito de
longe, mas chega perto, todo mundo apresenta suas imperfeições...
Quem quer ser perfeito? Eu, não... Muita responsabilidade nas minhas
costas, não acham? Mas isso é papo
longo...
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